Portal da Cidade Jundiaí

Jundiaí
365 anos

História de Jundiaí - SP

Jundiaí é uma ‘senhora’ emancipada em 1655, mas que mantem um ‘corpinho’ de cidade jovem. O charme do município se mistura às lembranças de um passado entremeado de histórias que, ora são tidas como fatos, ora são contestadas pelos historiadores que se dedicam a estudar a colonização do interior paulista. Seu ano oficial de elevação à categoria de ‘Vila’ está registrado como 1615. Foi por aquele tempo, segundo registra uma versão, que Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes teriam fugido de São Paulo de Piratininga, e encontrado refugio e esconderijo na região banhada pelos rios Jundiaí, Guapeva e do Mato (não há consenso sobre o motivo da fuga: uma das versões mais aceitas é a de que Rafael fora acusado de ‘bandeirantismo’, ou seja, de ser um mercador de escravos indígenas, prática contra a qual os jesuítas lutavam).

Eram terras conhecidas, então, como ‘Mato Grosso de Jundiaí’ – uma área enorme, que se estendia e daria origem também a Campinas e a inúmeros municípios paulistas até os limites com o que seriam as Minas Gerais, de um lado; e Mato Grosso e Goiás, do outro. A região era toda ocupada por tribos indígenas – que acabariam sendo expulsas, pouco a pouco, tanto pela chegada daqueles homens quanto pela passagem em cada vez maior número de outros grupos – os ‘bandeirantes’, que se embrenhavam pela mata em direção à região central do Brasil. A maioria buscava pedras preciosas – e o desbravamento daria origem às Minas Gerais. Rafael e Petronilha mandaram erguer uma capela em honra a Nossa Senhora do Desterro na Freguesia que se estabelecia – e que foi elevada à categoria de ‘Vila’ em 1655, recebendo o status de ‘município’ em 28 de março de 1.865.

O local foi crescendo porque passou a ser ponto de parada dos bandeirantes e tropeiros. A convivência forçada com os povos indígenas se deu até o final do século 17 – mas daquele ‘relacionamento’ ficaram aprendizados como o uso de queimadas a cada troca de cultivo. A história dos séculos seguintes mostra que aquelas lavouras eram as responsáveis pelo abastecimento das tropas que faziam pouso na Vila. Os historiadores registram que havia quatro ruas centrais: a Direta (atual Barão de Jundiaí); a do Meio (hoje, Rua do Rosário); a Nova (Senador Fonseca); e a Boa Vista (rebatizada, depois, como Zacarias de Góes). Em torno desse núcleo, foi se fazendo a vida de Jundiaí.

A produção da cana de açúcar cederia vez ao café, acompanhando um movimento visto em toda a Província de São Paulo. E com o ‘ouro verde’ chegaram a ferrovia e as indústrias. Era, então, um tempo em que a mão de obra passaria a sofrer profunda mudança – dos escravos, para os imigrantes, nas grandes levas de italianos que passaram a chegar a partir dos idos de 1880. A Jundiaí do final do século 19 chegou rapidamente a mais de quarenta mil habitantes nas primeiras décadas do século seguinte. Outros povos imigrantes também passaram a conhecer as terras jundiaienses e a fincar pé – os japoneses tiveram grande participação nessa fase a partir de 1920.

A industrialização passou a ser destaque na cidade, com os setores têxtil e cerâmico ganhando força e se instalando nas proximidades do Rio Guapeva, também próximo da linha férrea. O crescimento aumentou com a inauguração da rodovia Anhanguera (em 1948), um marco para todo o Interior paulista. Com isso, os imigrantes logo se sentiram em casa. A princípio, cada qual em seu núcleo e, com o tempo, os povos foram se misturando, se conhecendo e trabalhando juntos pelo desenvolvimento da sua nova terra. Assim, eventos como as festas Italiana, da Uva e do Morango (culturas que também foram introduzidas com grande sucesso, contando com o clima favorável), também foram responsáveis por outra vertente: marcar Jundiaí como um roteiro turístico de viajantes de todo o Estado.

Jundiaí cresceu formando um diversificado parque industrial mas, ao mesmo tempo, não voltou as costas para a agropecuária, chegando à virada dos séculos 20 para 21 com uma economia destacada no mapa nacional e com um desenvolvimento voltado, antes de tudo, para o bem estar de sua população e de sua gente. Seguindo por essa mesma vertente – do desenvolvimento – este Portal da Cidade chega para contribuir com novas etapas de crescimento tecnológico, econômico, social, cultural, turístico e esportivo de Jundiaí. Até aqui conhecida como ‘Terra da Uva’, o trabalho do Portal da Cidade será o de seguir mostrando toda a riqueza, diversidade, destaques e atrações locais, ao mesmo tempo em que damos espaço para que tanto o cidadão comum quanto o especialista em sua respectiva área aponte novos caminhos em busca de índices de desenvolvimento humano, cada vez maiores.

O Portal da Cidade nasce, assim, de braços com Jundiaí, respeitando, cultivando e enaltecendo suas tradições – mas de olhos voltados para o futuro.